segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Morreu o maestro Pedro Osório

Maestro e compositor português dera entrada no hospital esta semana.

O maestro e compositor Pedro Osório faleceu hoje, 5 de janeiro, em Lisboa.

Nascido no Porto há 73 anos, o orquestrador, chefe de orquestra, diretor musical e compositor tinha dado entrada no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, ontem (4 de janeiro).

Conhecido do grande público pelas participações nos Festivais RTP da Canção, que venceu várias vezes como autor e orquestrador, Pedro Osório trabalhou com numerosos artistas portugueses, como Sérgio Godinho, Fernando Tordo, Carlos do Carmo, Carlos Paredes, Rui Veloso e Xutos & Pontapés, entre muitos outros.

Em 1996, Pedro Osório foi autor da melhor participação de sempre de Portugal no Festival Eurovisão da Canção, com "O Meu Coração Não Tem Cor", canção escrita e orquestrada pelo músico e cantada por Lúcia Moniz, que alcançou o sexto lugar.


Pedro Osório dedicou-se à música quando estava prestes a terminar a licenciatura em Engenharia Mecânica. No final dos anos 50 e início dos anos 60 o conjunto que tinha o seu nome tocava em bailes de fim-de-semana; mais tarde, em Lisboa, tocou com o Quinteto Académico e formou o Trio Barroco.

Em 1968 foi autor de "Verão", canção que Carlos Mendes levou à Eurovisão. Escreveu ainda música para cinema e teatro, recebendo em 1982 o Prémio da Crítica com a banda sonora da peça Baal, de Bertold Brecht.

Ao Jornal de Notícias, José Cid recordou Pedro Osório como "um excelente musicólogo, que fez da música a sua vida. Era uma pessoa simpática, com simplicidade e talento. Sabia que era bom, porque o era mesmo".

Por seu turno, Simone de Oliveira sublinha que "pessoas deste calibre não devem ser esquecidas" e Fernando Tordo afirma que a morte de Pedro Osório "deixa um buraco no coração". Carlos Mendes falou, também, ao JN, lembrando: "Cantei muito com ele, custa muito e começa a ir uma geração".

Pedro Osório foi ainda dirigente do Sindicato Nacional dos Músicos e integrou a administração da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), recebendo várias condecorações das mãos de Mário Soares (1994) e, mais recentemente, Aníbal Cavaco Silva.

O corpo irá ser velado a 6 de janeiro, na Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa, e seguirá depois para o Porto.

Ler + (in Blitz)

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